segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Não ter suporte para trabalhar é uma desgraça

Para quem não sabe. Eu trabalho em um órgão público como programador. Meu cargo é analista de sistemas, mas a minha atuação é desenvolver sistemas novos e dar manutenções nos que já existem. Para que um sistema seja desenvolvido há vários processos a executar, por exemplo o levantamento e especificação de requisitos, entre outras até que chega o momento da programação em si.

Para quem trabalha, independente da área, o processo é uma das coisas mais importantes, caso esteja algo errado nisso o trabalho vai sair errado, vão ter vários remendos e altos custos. Só que um processo bem elaborado é um sonho de muitos trabalhadores, pois muitas das vezes isso não acontecem e acabam prejudicando o trabalho.

Estou abordando isso porque onde eu trabalho não tem nada de processo. Tudo é feito na raça, não tem ninguém para especificar, pouca mão-de-obra, ou seja, não tem suporte necessário. Uma coisa que me deixa nervoso é ficar fazendo retrabalho, acrescentado algo toda hora num sistema porque a pessoa que pediu esqueceu ou não sabe o que quer na hora do levantamento dos requisitos. Toda semana há mudanças, coordenadores, diretores, sendo trocados. Nada vai para frente.

Até temos uma metodologia, mas o problema é que ninguém executa. E trabalhar de forma errada acaba fazendo a gente ficar nervoso mesmo que o salario seja bom. Uma das coisas que fazem as pessoas não gostarem do seu trabalho está na forma de trabalhar, no processo. Pelo menos eu sinto isso. Um processo mal feito fazem com que seu trabalho não evolua.

Já trabalhei em várias empresas, poucas tinham um processo bem definido. Outras eram todas bagunçadas. Nesse caso, a empresa tem um custo enorme  nos seus produtos, e caso isso não seja corrigido a falência é eminente. Para quem já assistiu o "Sócio" (exibido pelo canal History), vê que o Marcus Lemonis apresentador e empresário fala muito em processo. E que pessoas, processo e produtos são um dos pilares para a empresa ter sucesso.


Como é na sua empresa? Você que é empresário, empregado, como é o processo aí?

Abraços
Cowboy Investidor


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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Bolha Financeira e Imobiliária no Japão

Olá prezados  (as) leitores (as),

Eu sempre escutei sobre a bolha imobiliária no Japão, mas nunca tinha tido a curiosidade de fazer alguma leitura sobre esse assunto. Não encontrei muita coisa em português, então resolvi pesquisar em outros idiomas. Traduzi um post da Wikipédia que está em espanhol que você pode ler clicando aqui, ou ler um em inglês clicando aqui. Ou ler o post a seguir. Para quem quiser se aprofundar mais nesse assunto há vários artigos em inglês e espanhol.

Evolução histórica do índice de preços das terras em 6 grandes cidades do Japão (1965-2008).

A bolha financeira e imobiliária no Japão (baburu keiki, literalmente, "boom da bolha") foi um processo de reavaliação de ativos financeiros e imóveis ocorridos no Japão a partir de 1980 e terminou em 1990. É considerado um das maiores bolhas especulativas da história econômica moderna.

Abordagem da bolha 


Durante a década de 1980, o Japão teve um superávit comercial elevado, utilizado pelos bancos para aquisição de terrenos e ações. Os preços desses ativos começaram a crescer consideravelmente. O mercado imobiliário cresceu o mercado de ações, o que, por sua vez, provocou o crescimento dos ativos imobiliários. A mecânica do processo consistiu em reavaliar as ações de uma determinada empresa com base em seus imóveis e essa reavaliação foi utilizada para comprar mais imóveis. Durante o período de euforia, a oferta monetária cresceu a uma taxa de 9% ao ano.

Os dados que refletem o aumento dos preços dos ativos imobiliários e de ações são tão espetaculares que alguns analistas devem insistir em que são verdadeiras para a descrença do leitor:

O estudo que se aproxima do fenômeno da bolha japonesa (...) é normal ter duas sensações. O primeiro, de incredulidade (...); Em segundo lugar, é difícil entender como os próprios mercados não impediram os excessos de uma cotação difícil de justificar pelos dados fundamentais das empresas. (...) a principal lição aprendida com a análise de tal fenômeno é a facilidade com que a sociedade o aceita na fase de promoção, porque aumenta o crescimento econômico e beneficia políticos, empresários, banqueiros e uma parte mais ousada da população, prejudicando os custos sociais e econômicos que prejudicam os fundamentos econômicos e a coesão social da sociedade como um todo.

A bolha imobiliária


No período 1955-1989, o valor do imobiliário japonês multiplicou-se por 75, representando 20 por cento da riqueza mundial, aproximadamente U$$ 20 trilhões, equivalente a cinco vezes todo o território dos Estados Unidos, um país que teve uma extensão 25 vezes maior. Apenas a área metropolitana de Tóquio tinha o mesmo valor que os Estados Unidos, e um distrito da capital (Chiyoda-ku) valia mais do que todo o Canadá. Se o Palácio Imperial de Tóquio tivesse sido vendido, o equivalente ao valor de todo o estado da Califórnia teria sido obtido. Os campos de golfe de 1990 no Japão duplicaram o valor da capitalização da bolsa australiana.

A bolha do mercado de ações


Dada a interconexão de valores imobiliários com as ações das empresas, estes também sofreram um processo de reavaliação. O valor das ações da bolsa japonesa multiplicou por 100 no período 1955-1990. Uma única empresa japonesa (Nomura Securities) valia mais do que todas as corretoras americanas. Em dezembro de 1984, o índice Nikkei atingiu 11.542 pontos. Em dezembro de 1989, já havia alcançado 38.915 pontos. Após o estourar da bolha em junho de 1992, o Nikkei caiu para 15,951 pontos. Em geral, hoje em dia pensamos que os altos preços das ações ocultaram uma rentabilidade muito baixa das empresas.

O fim da bolha


Entre o início de 1988 e agosto de 1990, o Banco Central do Japão, confrontado com o risco inflacionário da economia e a depreciação do iene em relação ao dólar, decidiu aumentar a taxa de juros bancária de 2,5% para 6%. Os preços das ações sofreram um declínio acentuado (entre janeiro de 1990 e agosto de 1992, o índice Nikkei perdeu 63% de seu valor) e os preços dos imóveis caíram. Uma vez que as ações foram garantidas por imóveis, o sistema financeiro entrou em uma grave crise. No momento em que a explosão de bolhas especulativas é conhecida como colapso de bolhas.


Fatores que intervieram no nascimento da bolha


Uma série de estudos tentaram esclarecer os motivos que levaram a uma robusta economia como a japonesa a ter essa crise.

Quando a bolha explodiu, muitos pensaram que o Japão havia ultrapassado os Estados Unidos e se tornara a primeira superpotência econômica. Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão experimentou um crescimento extraordinário. No período 1955-1972, a economia japonesa cresceu em média 10% ao ano. De 1975 a 1990, o crescimento foi mais moderado, mas ainda alto: 4%. A partir de 1990, o crescimento estagnou em 1% .

O modelo econômico japonês explicou, aos olhos dos ocidentais, a prosperidade do país asiático. Paradoxalmente, esse modelo foi, segundo alguns analistas, a causa da crise. A economia japonesa foi fortemente influenciada pelos valores culturais do confucionismo, do taoísmo e do budismo. O paternalismo capitalista, a idade como paradigma de autoridade, uma tradição de consenso na tomada de decisões que afeta a economia do país, o protecionismo econômico vinculado ao forte nacionalismo, a hiper-regulamentação do mercado de trabalho e a identificação do trabalhador com a empresa (que nas grandes corporações garantiram o emprego vitalício) garantiram um funcionamento eficiente do sistema produtivo.

Por outro lado, a estrutura empresarial japonesa não se assemelhava ao ocidental. No Japão, governava o que chamava de "governança corporativa" e "sistema bancário principal". O último conceito refere-se ao quadro dos "keiretsus" (grupos empresariais) que geralmente tinham uma estrutura no topo da qual era uma entidade financeira sob a qual uma série de empresas com participações cruzadas foram espalhadas. O keiretsus tinha como principal defeito sua fraca transparência financeira (o que, ao que parece, seria decisivo para a crise posterior). Quanto à "governança corporativa", foi uma forte inter-relação entre as esferas política, acadêmica e empresarial, segundo a qual o funcionamento da sociedade japonesa em todas as suas esferas foi garantido pela elite comercial com a aquiescência do governo.

Outra característica da economia japonesa foi a vocação pela exportação, que permitiu a entrada de enormes quantidades de capital estrangeiro sob a forma de lucros. A abundância de riqueza também foi determinante para explicar o aumento dos preços no período de 1980-1990. Segundo os relatórios do Banco do Japão, outros fatores que catalisaram a bolha foram o aumento da demanda, facilitando a política monetária e a demanda excessiva de habitação por razões fiscais.

Alguns analistas negam que o impacto dos ganhos de exportação foi a verdadeira causa da bolha. De acordo com essa análise, as empresas exportadoras eram relativamente independentes do "banco principal", e até então o "principal sistema bancário" mudou sua estrutura: a maioria das entidades dirigiu suas atividades financeiras para o mercado interno, para o setor de construção e empresas imobiliárias. A forte dependência do setor financeiro nessas empresas explicaria o colapso subseqüente do sistema bancário japonês após a depreciação do setor imobiliário.


Consequências do fim da bolha


Como conseqüência da crise financeira, começou uma recessão econômica que ainda continua até hoje. O período é conhecido em japonês como década perdida.

O fenômeno do desemprego, sem precedentes no país sob "governança corporativa", apareceu na sociedade japonesa. Em 2002, o desemprego foi de 5,4%. Devido à perda de valor do imobiliário, houve um efeito de riqueza negativo, que reduziu significativamente o consumo. O preço da habitação não aumentaria novamente após catorze anos e faria 0,3% em média. A crise de crédito como resultado da falência de numerosas instituições financeiras aumentou as dificuldades de crédito e paralisou a economia.

No período de euforia, a engenharia financeira (zai-tekku) substituiu os valores relacionados ao trabalho e à responsabilidade, criando uma espiral de ganância e enriquecimento que rapidamente decompôs alguns dos princípios orientadores da moral pública japonesa.

Esse post foi mais por curiosidade mesmo. O que vocês acham dessa bolha?

Abraços
Cowboy Investidor
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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Você acredita no governo?

Você acredita que o governo vai te salvar? Você acredita que vai ter dinheiro suficiente para te pagar quando você for se aposentar na idade imposta pelo governo?



Em 2014 eu entrei no serviço público, o governo tinha mudado as regras de aposentaria dos servidores. Ou seja, os servidores federais que entraram a partir de 2013, o teto da aposentadoria foi equiparado ao regime geral de previdência. Então foi criada um plano de aposentadoria complementar. A Funpresp foi criada. A seguir uma definição.

"A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo – Funpresp-Exe foi criada pelo Decreto nº 7.808/2012, com a finalidade de administrar e executar planos de benefícios de caráter previdenciário complementar para os servidores públicos titulares de cargo efetivo da União, suas autarquias e fundações."
Definição da Funprep que está seu site.

Na época que entrei era voluntária a adesão. Então, com as maravilhas que ouvia falando da Funpresp resolvi conversar com uma pessoa que é tipo uma espécie de vendedor do plano. Daqui para frente começa o meu erro primário. Não li toda a legislação para saber como funcionava. Então, quando fui conversar com o vendedor eu não sabia muita coisa a respeito.

O que é vendido é que o governo contribui com a paridade, ou seja, se você contribui com R$100,00 ele também vai contribuir igualmente. As alíquotas oferecidas são de 7,5%, 8% e 8,5% sobre valor acima do teto, por exemplo, se seu salário é R$ 7000,00 e o teto é R$ 5000,00, o desconto é encima dos R$ 2000,00. Eu optei por 8,5%, que pelas simulações o salário final na hora da aposentadoria ou do resgate seria maior. Você pode resgatar quando sair do órgão e ter a opção quando chegar na hora da aposentadoria. Claro, com descontos.

Como eu falei anteriormente cometi um erro primário que hoje e nem há alguns anos não cometeria. Contratei o plano sem saber de tudo e o vendedor não falou de todos os detalhes para mim, no meu ponto de vista ele agiu de má fé. A Funpresp faz a propaganda que não cobra taxa de administração, mas não fala que cobra taxa de carregamento que é de 7%, pelo menos isso era na época que fiz. Não fala de outros descontos que acabam minguando o seu dinheiro. Vamos aos detalhes das taxas de descontos conforme a alíquota escolhida:
  • 24,40% para a alíquota de 7,5%;
  • 22,88% para a alíquota de 8,0%;
  • 21,53% para a alíquota de 8,5%.

Então para quem opta pela alíquota de 8,5%, a que eu optei, o desconto é de R$ 21,53 para R$ 100,00 de contribuição, por exemplo. Claro que era mais, pois eu contribui bem mais que isso. Já entrei perdendo grana sem o dinheiro estar investido. Sem contar com taxa de carregamento que é uma facada.  Esse desconto é destinado para um fundo que visa a cobertura de aposentadoria por invalidez, pensão aos dependentes, etc.

Há vários detalhes que não vou relatar aqui, pois esse não é o objetivo. Quando vi que tinha entrado em uma roubada eu pulei fora. Cheguei a contribuir por volta de 1 ano. Esse dinheiro eu não contabilizo, pois só resgatarei quando sair do órgão. O que vier é lucro quando eu for resgatar. 

Hoje a Funpresp investe o dinheiro no Tesouro Direto e isso qualquer um pode fazer por fora sem depender de ninguém. O pior que vejo muita gente confiando que seu dinheiro está seguro e que a paridade é boa. Alguns me perguntaram por que eu saí e eu respondi que eu errei em entrar e tendo a opção de sair eu optei por não ser mais roubado mais ainda do que já sou. Muitos acreditam que é uma boa, pois tem paridade. Confiam muito no governo, não fazem as contas e muitos falam que se não descontar esse dinheiro no contracheque eles não conseguem poupar e investir. 

Para quem quer saber mais de detalhes tem um artigo muito bom que foi elaborado pelo blog do Conhecimento Financeiro.

Crédito imagem: https://www.noticiasagricolas.com.br/

Abraços,
Cowboy Investidor
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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Proventos Recebidos - Agosto de 2017

Olá senhores (as),

A cada dia vejo que meus proventos estão aumentando mais. Esses proventos vêm dos FII e da minha carteira de ações. Aumentei 5% na carteira de FII e diminui 5% no TD. A estratégia é aumentar os proventos recebidos, pois no longo prazo quero viver de dividendos e não quero desfazer de ativos para cobrir meus gastos.

Os proventos do mês de agosto bateram recorde e foram os maiores já recebidos. Como há variações de pagamentos nos meses. O meu foco é mais no crescimento anual. E isso está ocorrendo muito bem. Também devido ao meu aumento de patrimônio com aportes constantes.

A minha pretensão é que os preventos do ano 2018 seja o dobro deste ano. Acredito que deverá beirar os 3k neste ano.

Proventos ano 2016

Proventos recebidos: R$ 87,06

Proventos ano 2017

Proventos de Janeiro: R$ 2,73
Proventos de Fevereiro: R$ 231,81
Proventos de Março: R$ 153,30
Proventos de Abril: R$ 286,58
Proventos de Maio: R$ 293,64
Proventos de Junho: R$ 163,57
Proventos de Julho: R$ 329,57

Proventos de Agosto: R$ 448,13
Proventos Total ano 2017: R$ 1.909,20

Proventos Total ano 2016 e 2017: R$ 1.996,26

Progresso dos proventos mensais e anuais em gráficos






Estou participando do ranking dos dividendos no blog do Mestre dos Dividendos estou um dos últimos, mas é bom participar de forma saudável desses rankings da galera. Quem tiver interesse é só dar uma passadinha lá.

Atenciosamente,
Cowboy Investidor
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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Atualização do Patrimônio Financeiro - Agosto de 2017: R$ 113.236,35

Olá Senhores (as),

Agora que estou na casa dos 6 dígitos. A bolsa continua se valorizando a todo vapor. Mais um mês que estou no azul e com um aumento excelente.

As minhas ações tiveram um bom desempenho, e dessa vez fiquei mais uma vez no azul. Apenas os FII's que insistem em ficar no vermelho. O TD também tiveram um bom desempenho.

Os aportes foram em ações e FII de novo. TD estou deixando para escanteio.

Rentabilidade detalhada


Saldo Anterior: R$ 103.540,61
Aporte Anterior: R$ 5.565,69

Patrimônio liquido: R$ 113.236,35
Aporte em Ações: R$ 4.080,45
Aporte em FII: R$ 1.041,90
Aporte Total: R$ 5.122,35




A evolução do patrimônio segue firme. Com aportes constantes, reaplicação dos proventos e rentabilidade, a evolução do patrimônio está indo bem.

Hobbies 


Estou seguindo firme nas corridas e no futebol. Acredito que a minha meta de fazer 5 km em 20 min até o fim do ano vai ser cumprida, pois a minha evolução está indo bem. Quando comecei a correr há 5 meses, a primeira vez que fiz 5 km, o tempo foi de 30 min, e hoje já está abaixo dos 21 min. 

Eu corro outras quilometragens, mas a meta de tempo que coloquei foi só nos 5 km, por enquanto. Fiz inscrições para participar de 2 corridas aqui na minha cidade. Meu objetivo é só para me acostumar em competições. Pretendo ser um amador bom, não só mais um na multidão. 

Abraços,
Cowboy Investidor
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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Como a esquerda infiltrou na zona rural

Vou relatar aqui algumas situações das pessoas que vivem onde eu nasci e fui criado até a minha vida adulta. Eu nasci no meio da década de 80, nessa época não tinha energia elétrica, água encanada, televisão na casa de meus pais e na maioria das casas da região. Tenho poucas lembranças dessa década, mas da década de 90 eu tenho muitas, principalmente quando iniciei meus estudos, por volta de 1992. 


Inicio dos meus estudos


Estudei da 1ª série a 4ª série em uma escola na zona rural. Para chegar a essa escola era cerca de 1 hora de caminhada. Caminho entre pastos e florestas. Esse caminho foi feito durante 4 anos. Claro que eu não iria sozinho. Fazia esse percurso com meus primos, irmãos e colegas que também estudavam na mesma escola. Era um tempo difícil, mas na época nem percebia, pois considerava isso normal. 


Estudos - 5ª série ao 3º ano


Nessa fase eu fui  estudar na cidadezinha que faz parte do município de onde eu sou. Durante os primeiros anos a minha jornada era a pé, a cavalo e de jegue. Muitos colegas da minha antiga escola desistiram de ir estudar na cidade, devido ser mais longe, falta de interesse, etc. Alguns retornaram depois de alguns anos quando o prefeito colocou uns ônibus escolares velhos para nos transportar.

Nessa fase era bem mais complicado, pois era bem mais longe. Muitos desistiram, mesmo quando tinha transporte. Eram uns ônibus que viviam quebrando, mas eu e a grande maioria não desistiram e terminamos os estudos. Desses que concluíram o ensino médio. Acredito que menos de 10% procuraram fazer faculdade ou outros cursos.

Voltando aos anos 90


Eram tempos difíceis. Não tinha água encanada, energia elétrica. Poucas pessoas tinham esses recursos. As pessoas trabalhavam muito, pois sabiam que não tinha ninguém e nem governo para os ajudar. A maioria plantavam, criavam galinhas, porcos, vacas, etc.

Lembro que quando implantou o plano real (não estou defendendo) as coisas começaram a melhorar e no final dos anos 90 a energia elétrica, água encanada chegou. Isso facilitou muito, pois não era preciso mais andar com o gado por quilômetros para dar água  e nem transportar água para beber, lavar e fazer comida. Começamos a ter uma vida mas facilitada. 

Anos 2000


Aqui lembro que o o governo FHC começou com a bolsa-escola, cujo objetivo era pagar uma bolsa mensal em dinheiro às famílias de jovens e crianças de baixa renda como estímulo para que essas frequentassem a escola regularmente. Logo depois que o mandato do FHC terminou e com a entrada de Lula o programa mudou para bolsa família o qual incluía mais coisa, por exemplo, bolsa gás. Aqui vi que as pessoas começaram a ficar preguiçosas. Não trabalhavam como nos anos 90, mesmo as coisas sendo mais fáceis, tendo mais recursos. Pois estavam conformadas com a bolsa esmola. 

Cartão dos esquerdistas

Atualmente, a maioria das pessoas são esquerdistas. Doentes pela esquerda, principalmente pelo PT, pois ficam com medo de perder a bolsa família caso outro presidente seja eleito. Não querem saber de trabalhar. Não plantam, trabalham pouco. Estão conformados com a mixaria que tem, ficam esperando que o governo dê de tudo. Às vezes meu pai procuram alguém para trabalhar para ele, mas a maioria não querem, mesmo pagando bem, oferecendo café da manhã, almoço, café da tarde e jantar.

Eu fico indignado com isso, pois na época que os tempos eram bem mais difíceis as pessoas tinham aquela garra em querer crescer, plantar, criar animais para o sustendo. Hoje elas só querem saber de farra, putaria e ser sustentadas pelo governo. E aqui também entra a mídia, pois elas estão tendo acesso e estão alienadas mais ainda. Não vou cravar aqui, mas acredito que quase 95% da população do meu município recebe bolsa família, mesmo aqueles que não precisam. Nas últimas eleições 90% votaram no PT.

Abraços,
Cowboy Investidor
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Como gastei 150k em 2 anos

Como já falei aqui no blog. Eu sou servidor público há 3 anos. Antes eu trabalhava na iniciativa privada. Nesse tempo o meu salário era muito baixo. Sou da área de TI e estava desanimado com a remuneração, então decidi entrar no setor público. Sei que a maioria aqui não gosta de "funça", mas vi que através disso eu iria conseguir um salário maior o mais rápido possível, porém limitado. Esse post falo de forma sucinta como foi o meu casamento e como torrei 150k em 2 anos. Aqui estou contabilizando só dinheiro líquido.

Em 1 ano trabalhando no novo emprego consegui ganhar mais dinheiro em todos os anos anteriores de trabalhos somados. Sinal que meu salário era uma mixaria, sendo que o salário atual nem é tão alto assim. Sou do escalão das remunerações medianas. 

Antes de ingressar no trabalho público estava trabalhando em uma empresa e quando fui aprovado pedi demissão e recebi tudo que eu tinha direito. Fiquei sem trabalhar só uns 15 dias, então praticamente não fiquei sem salário nem uma vez no ano. 

Como gastei 150k em 2 anos


No primeiro ano a minha remuneração foi menor devido a soma ser do trabalho anterior e do atual. Já no segundo ano essa foi bem alta.
Aqui não estou contabilizando o dinheiro que eu tinha, pois esse dinheiro só deu para eu pagar a entrada do aluguel na nova cidade e comprar alguns móveis e utensílios para casa.

Quando cheguei aqui não conhecia ninguém, nem um parente meu mora aqui. Sei que moram algumas pessoas da minha cidade natal aqui, mas não tenho contato com elas. Era muito gratificante ver a minha contra bancaria no início do mês e ver aquele pagamento que era 3x maior ao anterior. Não gastava quase nada desse dinheiro, apenas pagava minhas contas essenciais e gastava pouco às vezes quando ia para algum lugar tomar umas cervejas com novos colegas.

Como não tinha namorada e nem carro pensei: agora que tenho um bom salário tenho que comprar um carro e arrumar uma namorada para me fazer companhia, pois estou aqui sem parente e nem amigos. Também estou ficando velho e preciso me casar. Então, comecei a sair com algumas mulheres aqui, mas nada sério, até que uma colega minha me apresentou sua amiga e comecei a levar o relacionamento a sério. Depois comprei um carro para andar com a namoradinha. 

Não sou um cara muito de sair, sou mais caseiro, mas a minha ex gostava de sair todo fim de semana. Até que comecei a gostar disso, mas como não sou gastador, frequentávamos lugares mais acessíveis. Apesar de pouco tempo de relacionamento nos dávamos bem. Não brigávamos, nos entendíamos bem. Pensei: essa mulher é gente boa, acho que isso pode dar casamento e acho que ela pensava o mesmo de mim. Alias, ela já estava louca para casar, pois já estava na casa dos 30.  Então, depois de algumas conversas decidimos nos casar durante um ano de namoro.

Durante o primeiro ano de relacionamento eu consegui juntar uma boa grana, mas como casei esse dinheiro foi gasto para arcar com o casamento, compras de móveis, eletrodomésticos, lua de mel, algumas viagens, etc. Fiquei zerado. Como falei no post anterior, gastei pouco com a festa do casório, pois os pais da minha ex arcaram com a maior parte.

Já depois de casados eu mudei do meu antigo apartamento e aluguei um maior. Já na primeira semana a mulher já começou a mudar de humor, não parecia aquela mulher tranquila antes de morar comigo. Já estava começando a me tratar com rancor e com palavras de baixo calão. Coisa que mulher nenhuma tinha feito isso comigo antes. Não a tratei do mesmo jeito. Como hoje sou um cara calmo, fui para o dialogo e falava que isso não é coisa que se faz e que o respeito é essencial para um relacionamento. Claro que isso não adiantou nada. As coisas só estavam piorando e às vezes tinha que ir dormir em outro quarto pois era impossível dormir no mesmo quarto devido a encheção de saco ser enorme.

Afundado na matrix, mas mesmo assim já não contentava com um relacionamento desse jeito. Não aceitava ser tratado dessa maneira depois de sair da pobreza, ter passado por várias dificuldades na vida e quando já com uma vida financeira boa ser perturbado por uma pessoa que não te ajudou em nada, que apenas estava desfrutando da suas coisas conquistadas. Fiz até terapia de casal para ver o que dava, claro que não resolveu nada, apenas gastei dinheiro. Ainda bem que foi pouco. Então, decidi que isso não deveria seguir em frente e teria que terminar. 

Nesse segundo ano praticamente não consegui poupar quase nada, pois viajei algumas vezes, comprei mais coisas para casa. A minha ex ajudava financeiramente em algumas coisas, mas era bem pouco. O que poupei gastei para sair de casa. Deixei tudo que eu tinha comprado para trás, paguei o divórcio. Estava apenas em busca de paz. Como morávamos de aluguel ela voltou para a casa dos pais. Juntamente com as coisas que eu tinha comprado e ganhado de presentes de casamento. Os meus ex-sogros ficaram putos. A minha ex-sogra até me ligou chorando para eu tentar mais uma vez, eu apenas falei que eu queria paz na minha vida e nunca mais falamos. Depois disso a ultima vez que vi a minha ex foi no dia da assinatura do divórcio. Depois desse dia meus dias ficaram totalmente em paz, pois não tinha mais nenhum vinculo com ela.

Conclusão


Fui muito burro nesse relacionamento. Deveria ter saído no inicio quando começou a dar merda. Não ter casado com 1 ano de relacionamento.
Aprendi ver o casamento de outra forma. As pessoas falavam que era bom, mas depois que você entra vê que é outra coisa. Não vem me falar que é por que o meu deu errado que eu sou pessimista. Hoje sou observador e vejo que a maioria são cheios de traições de ambas as partes, falta de respeito. Vivem mais de aparências. 

Não estou pregando aqui para não casar. Cada um decide o que quer da vida. Eu mesmo não pretendo casar outra vez.

Essas merdas que aconteceram comigo deu para tirar alguns aprendizados. Nesse intervalo conheci a finansfera e comecei a investir. E cada vez aprendo mais por aqui. 

Abraços,
Cowboy Investidor
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